Dr. Filipe Fernandes

TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Deve ser tratado para preservar o neurodesenvolvimento

Psiquiatra Infantil

Como eu posso saber se meu filho tem TDAH?

Crianças podem apresentar o TDAH de diferentes formas, os sintomas mais comuns são:”

Desatenção

A criança tem dificuldade em manter o foco em atividades estruturadas, comete erros por descuido, esquece tarefas frequentes e parece não escutar quando falam com ela, mesmo sem distrações óbvias.

Hiperatividade

Movimenta-se excessivamente em situações onde deveria estar quieta, levanta-se da cadeira na sala de aula, fala excessivamente e tem dificuldade em engajar-se em brincadeiras de forma tranquila.

Impulsividade

Interrompe conversas, responde antes da pergunta ser concluída, tem dificuldade em esperar a vez e toma decisões precipitadas, sem avaliar as consequências.

Dificuldade em seguir regras e rotinas

Dificuldade em organizar-se, seguir instruções sequenciais e completar tarefas que exigem esforço mental contínuo, como atividades escolares e obrigações diárias.

Dificuldades emocionais

Dificuldade em controlar emoções, frustração excessiva, crises frequentes de irritação ou choro, e mudanças bruscas de humor.

Dificuldades acadêmicas e sociais

Baixo desempenho escolar, desorganização com materiais e prazos, inadequação nas interações sociais, bullying.

Dr. Filipe Fernandes

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Se você suspeita que seu filho possa ter TDAH, não hesite em procurar um psiquiatra infantil

Dr. Filipe Fernandes

Perguntas frequentes sobre TDAH em crianças: tire suas dúvidas

Lembre-se que este conteúdo não substitui a avaliação de um profissional. Se você suspeita que seu filho possa ter TDAH, agende uma consulta comigo para um diagnóstico e tratamento adequados.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a atenção, o controle de impulsos e, em alguns casos, a atividade motora.

Caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento do indivíduo.

O TDAH é um dos transtornos neurodesenvolvimentais mais comuns na infância e adolescência, podendo persistir na vida adulta. O diagnóstico e intervenção precoces são cruciais para garantir um desenvolvimento mais funcional e evitar que evolua para comorbidades como a depressão.

Os sintomas do TDAH se manifestam em três domínios principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade. A desatenção pode se apresentar como dificuldade em manter o foco, desorganização, esquecimento em atividades diárias e aparente falta de escuta.

A hiperatividade manifesta-se como inquietação motora excessiva, dificuldade em permanecer sentado e fala excessiva. A impulsividade pode envolver ações sem pensar nas consequências, interrupção frequente de outros e dificuldade em esperar a vez.

Assim como nos outros transtornos neurodesenvolvimentais, as apresentações clínicas são heterogêneas, variando em forma de apresentação e intensidade. É muito comum a presença de comorbidades como o transtorno de oposição e desafio (TOD) e ansiedade, que devem ser abordados concomitantemente.

O diagnóstico do TDAH é clínico, baseado em uma avaliação abrangente que inclui histórico detalhado, observação comportamental e informações coletadas de múltiplas fontes, como pais, professores e o próprio indivíduo.

Um psiquiatra infantil ou outro profissional de saúde mental qualificado conduzirá entrevistas estruturadas, aplicará questionários padronizados e realizará uma avaliação do funcionamento em diferentes contextos. Não existe um teste neuropsicológico, laboratorial ou de neuroimagem específico para diagnosticar o TDAH.

O diagnóstico é feito de acordo com critérios estabelecidos por sistemas de classificação como o DSM-5 ou CID-11, que exigem a presença de um número específico de sintomas por um período mínimo, com início antes dos 12 anos e impacto significativo em pelo menos dois ambientes diferentes. É muito importante realizar o diagnóstico diferencial com outros transtornos, uma vez que compartilha sintomas com a maioria dos transtornos comuns na infância.

Os sintomas do TDAH geralmente se manifestam na primeira infância, frequentemente antes dos 6 anos de idade. No entanto, o diagnóstico formal pode ocorrer mais tarde, muitas vezes quando a criança enfrenta maiores demandas acadêmicas ou sociais.

É importante ressaltar que o TDAH pode ser diagnosticado em qualquer fase da vida, incluindo adolescência e idade adulta, desde que haja evidência de que os sintomas estavam presentes desde a infância.

O TDAH é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento e, atualmente, não há cura conhecida. No entanto, é fundamental entender que existem tratamentos eficazes que podem gerenciar significativamente os sintomas e melhorar o funcionamento e desenvolvimento do indivíduo. Com intervenções apropriadas, muitas pessoas com TDAH conseguem ter uma vida produtiva e satisfatória.

O tratamento do TDAH deverá sempre ser adaptado às necessidades individuais. As principais componentes do tratamento incluem:

Psicoeducação: Fornecimento de informações detalhadas sobre o TDAH para o indivíduo, família e educadores.
Terapia comportamental: Focada no desenvolvimento de habilidades de organização, planejamento, controle de impulsos e resolução de problemas.
Intervenções psicossociais: Incluem treinamento parental, intervenções escolares e terapia cognitivo-comportamental.
Modificações ambientais: Adaptações no ambiente escolar e doméstico para minimizar distrações e otimizar o aprendizado.
Farmacoterapia: Medicamentos estimulantes (como metilfenidato e lisdexanfetamina) ou não estimulantes (como atomoxetina e clonidina) podem ser prescritos quando indicado.
Tratamento de comorbidades: Muitas vezes o TDAH vem acompanhado de outros transtornos que devem ser estabilizados antes da introdução dos psicoestimulantes.

A decisão sobre o uso de medicação é individualizada e deve ser tomada em conjunto pelo médico, paciente e família, considerando os benefícios potenciais e os possíveis efeitos colaterais.

Embora os sintomas do TDAH possam mudar ou diminuir com o tempo, especialmente com tratamento adequado, o transtorno geralmente não “desaparece” completamente. Muitos indivíduos continuam a experimentar sintomas na adolescência e idade adulta, embora a manifestação possa se alterar.

Por exemplo, a hiperatividade física pode diminuir, mas problemas com organização e controle de impulsos podem persistir. Aproximadamente 60-70% das crianças com TDAH continuam a apresentar sintomas clinicamente significativos na idade adulta.

Os pais desempenham o papel principal no tratamento. Algumas estratégias importantes incluem:

— Aprendizado contínuo sobre o TDAH para melhor compreensão do transtorno.
— Implementação consistente das recomendações do psiquiatra e demais terapeutas.
— Estabelecimento de rotinas estruturadas e previsíveis.
— Criação de um ambiente organizado e com menos distrações.
— Uso de sistemas de recompensa para reforçar comportamentos positivos.
— Comunicação clara e estabelecimento de expectativas realistas.
— Colaboração próxima com a escola para garantir suporte acadêmico adequado.
— Promoção de atividades físicas regulares e sono adequado.
— Oferta de apoio emocional consistente e construção da autoestima da criança.
— Busca de suporte para os próprios pais, quando necessário, através de grupos de apoio ou terapia familiar.

É importante lembrar que cada criança com TDAH é única, e as estratégias devem ser adaptadas às necessidades individuais. A paciência, a compreensão e o amor incondicional são fundamentais no processo de apoio a uma criança com TDAH.

Dr. Filipe Fernandes

Tratamento para crianças com TDAH em Belo Horizonte

Posso te ajudar a entender o que está acontecendo com seu filho, tirar suas dúvidas e te oferecer o suporte necessário

pacientes de 4 a 18 anos

Como o psiquiatra infantil pode ajudar?

Sou psiquiatra infantil e meu trabalho é cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes. Posso ajudar seu filho de diversas maneiras, como:

Avaliando o caso

Vou conversar com você e seu filho para entender a fundo o que está acontecendo. Investigarei os sintomas, o histórico de desenvolvimento e outros fatores importantes para ter uma visão completa da situação.

Diagnosticando

Se identificar algum transtorno mental, explicarei o diagnóstico de forma clara e compreensível, para que você entenda o que está acontecendo com seu filho.

Indicando o tratamento

O tratamento pode incluir terapia, medicamentos ou uma combinação de ambos, dependendo da necessidade do seu filho. Vou te apresentar as opções de tratamento e te ajudar a escolher a melhor para ele.

Acompanhando o tratamento

Vou acompanhar de perto o progresso do seu filho e fazer os ajustes necessários no tratamento para que ele tenha os melhores resultados.

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